PCGO quebra o silêncio e desmente versão que circulava sobre secretário acusado de matar os filhos

A Polícia Civil de Goiás (PCGO) veio a público nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, para desmentir de forma categórica os boatos que passaram a circular nas redes sociais sobre uma suposta mudança na linha de investigação do caso envolvendo o secretário de Governo de Itumbiara, Thales Naves Alves Machado. A corporação classificou as informações como infundadas e reafirmou que o inquérito segue exatamente na mesma direção estabelecida desde o início.

O caso provocou forte comoção no sul de Goiás após a confirmação de que Thales matou os próprios filhos, Miguel, de 12 anos, e Benício, de 8, antes de tirar a própria vida. A tragédia abalou moradores, autoridades e familiares, especialmente por envolver uma figura pública que ocupava cargo relevante na administração municipal.

Linha investigativa permanece inalterada

Desde os primeiros levantamentos realizados pelas equipes policiais, a hipótese trabalhada foi a de duplo homicídio seguido de suicídio. A análise da cena, os depoimentos colhidos e os indícios periciais apontaram para essa dinâmica ainda nas horas iniciais da investigação.

Segundo a PCGO, não houve qualquer alteração nesse entendimento. A corporação reforçou que todos os elementos reunidos até o momento corroboram a conclusão preliminar divulgada anteriormente. O inquérito é conduzido pelo Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Itumbiara, que segue adotando critérios técnicos e metodologia baseada em provas materiais e científicas.

As autoridades destacaram que mudanças em linhas investigativas só ocorrem quando surgem fatos novos devidamente comprovados — o que, até agora, não aconteceu.

Boatos nas redes sociais ampliaram especulações

Nos últimos dias, publicações em redes sociais, especialmente na plataforma X (antigo Twitter), além de grupos de mensagens privadas, começaram a sugerir uma possível reviravolta no caso. Algumas versões afirmavam que as crianças teriam sido mortas horas ou até dias antes da morte do pai, insinuando a participação de terceiros.

Outras mensagens chegaram a levantar hipóteses de motivações políticas ou de um suposto crime premeditado executado por outras pessoas. As teorias ganharam força rapidamente, alimentando debates e gerando insegurança entre moradores.

A Polícia Civil foi enfática ao afirmar que tais especulações não possuem respaldo nas provas reunidas até o momento. Segundo a instituição, nenhuma evidência concreta aponta para a participação de terceiros no crime.

Nota oficial reforça responsabilidade e sigilo

Diante da repercussão, a Polícia Civil de Goiás divulgou nota oficial esclarecendo que o caso segue sob investigação rigorosa e que todas as informações oficiais são divulgadas exclusivamente por seus canais institucionais.

A corporação também lembrou que o sigilo processual previsto no Código de Processo Penal impõe limites à divulgação de detalhes enquanto o inquérito está em andamento. Esse cuidado, segundo a polícia, é fundamental para preservar a integridade da investigação e evitar interpretações equivocadas.

Além disso, a instituição alertou que a propagação de notícias falsas pode comprometer o andamento dos trabalhos, gerar sofrimento adicional à família das vítimas e até resultar em consequências legais para quem dissemina informações inverídicas.

Perícias continuam e caso segue como prioridade

O inquérito permanece em andamento, com a realização de perícias complementares e análise de laudos necroscópicos, exames balísticos e outros elementos técnicos. Peritos criminais e médicos legistas seguem trabalhando para esclarecer todos os pontos necessários à conclusão formal do caso.

Embora os trabalhos ainda não tenham sido finalizados, as evidências coletadas até o momento confirmam a dinâmica inicialmente apresentada pelas autoridades: homicídio duplo seguido de suicídio.

A Polícia Civil reforçou que o caso é tratado com prioridade absoluta, tanto pela gravidade dos fatos quanto pela repercussão pública. O objetivo é garantir que todas as etapas sejam concluídas com responsabilidade, precisão técnica e respeito às vítimas.

Em meio à dor que marcou profundamente Itumbiara, a instituição reiterou o apelo para que a população evite compartilhar informações não verificadas. Segundo a corporação, a responsabilidade coletiva é essencial para preservar a memória das vítimas e assegurar que a investigação transcorra sem interferências externas.

Enquanto o inquérito avança para sua fase final, permanece a orientação oficial: confiar apenas nas comunicações divulgadas pelos canais institucionais e evitar especulações. Para as autoridades, neste momento, o compromisso com a verdade e o respeito às famílias deve prevalecer sobre qualquer narrativa não comprovada.