
O caso
A morte da policial militar Gisele Alves Santana, encontrada com um tiro na cabeça em seu apartamento em São Paulo, passou a ser investigada como feminicídio. O principal suspeito é o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, que foi preso após avanço das investigações.
A Polícia Civil já afastou a hipótese de suicídio, apontando inconsistências na versão apresentada pelo oficial.
Denúncia do Ministério Público
Segundo denúncia do Ministério Público de São Paulo, o relacionamento entre o casal era marcado por comportamento controlador, autoritário e abusivo por parte do oficial.
As investigações indicam que o militar utilizava o controle financeiro como forma de pressão dentro da relação.
Cobrança de relações em troca de despesas
Mensagens obtidas no celular do tenente-coronel mostram que ele cobrava da esposa relações sexuais em troca do pagamento das contas da casa, incluindo aluguel, condomínio e outras despesas.
Em um dos trechos analisados, ele afirma arcar com todos os custos e questiona o que a vítima oferecia em troca, mencionando explicitamente sexo como forma de “compensação”.
A policial, por sua vez, chegou a afirmar em conversa que não aceitaria esse tipo de condição e manifestou desejo de se separar.
Contexto da relação
De acordo com os promotores, o relacionamento apresentava sinais de violência psicológica, controle e humilhações, além de tentativas de isolamento da vítima de familiares e amigos.
A acusação aponta que o crime pode ter sido motivado justamente pela intenção da policial de encerrar o relacionamento.
Situação do processo
O tenente-coronel foi denunciado por feminicídio e fraude processual, sob suspeita de ter alterado a cena do crime para simular suicídio.
A defesa nega as acusações, e o caso segue em investigação, com análise de laudos periciais, mensagens e depoimentos para esclarecer a dinâmica da morte.