Raio atinge manifestantes bolsonaristas no Eixo Monumental em Brasília durante temporal e deixa feridos

Na tarde de 25 de janeiro de 2026, a capital federal brasileira foi palco de um incidente dramático que misturou fenômenos naturais com atividades políticas. Um forte temporal assolou Brasília, culminando em um raio que atingiu a área central da cidade, especificamente no Eixo Monumental, próximo ao Memorial JK e à Praça do Cruzeiro. O evento deixou vários feridos entre um grupo de manifestantes que se reunia para uma marcha em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, destacando os riscos de eventos ao ar livre em condições climáticas adversas.

O grupo de apoiadores bolsonaristas estava concentrado no local à espera de uma caminhada convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, do PL-MG. A manifestação, que visava demonstrar apoio político, atraiu participantes apesar das previsões de chuva intensa. O raio caiu repentinamente, atingindo possivelmente um poste ou o solo próximo, o que gerou uma descarga elétrica que se propagou pelo chão úmido e por estruturas metálicas como grades, afetando diretamente as pessoas presentes.

De acordo com relatos iniciais, o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal foi acionado imediatamente e atendeu pelo menos 15 indivíduos no local. Os ferimentos variaram de leves choques elétricos a queimaduras e traumas por pânico, com alguns casos exigindo intervenção médica mais urgente. Pelo menos três vítimas foram transportadas para hospitais públicos da capital, onde receberam cuidados especializados, incluindo monitoramento cardíaco e tratamento para possíveis lesões internas causadas pela eletricidade.

O temporal que precedeu o incidente foi marcado por ventos fortes, chuvas torrenciais e trovoadas intensas, comuns na estação chuvosa do Planalto Central. Especialistas em meteorologia atribuem o aumento de raios nessa região a fatores como a urbanização e as mudanças climáticas, que intensificam as tempestades. No momento do raio, o grupo estava exposto, sem abrigos adequados, o que agravou a vulnerabilidade dos participantes e serviu como lembrete da importância de precauções em manifestações públicas.

A marcha bolsonarista, embora interrompida pelo acidente, reflete o contexto político polarizado no Brasil pós-eleições. Apoiadores do ex-presidente continuam a se mobilizar em eventos como esse, defendendo pautas conservadoras e criticando o governo atual. O deputado Nikolas Ferreira, conhecido por sua retórica combativa nas redes sociais, havia promovido a caminhada como uma forma de unir forças oposicionistas, mas o imprevisto natural transformou o ato em um episódio de caos e preocupação.

Reações imediatas nas redes sociais e na imprensa destacaram o susto vivido pelos manifestantes, com vídeos e fotos circulando amplamente, mostrando o pânico e a correria no local. Autoridades locais emitiram alertas sobre os perigos de aglomerações durante tempestades, reforçando protocolos de segurança para eventos futuros. O incidente também gerou debates sobre a responsabilidade dos organizadores em monitorar condições climáticas e fornecer orientações aos participantes.

Apesar do ocorrido, a resiliência dos envolvidos foi evidente, com relatos de solidariedade entre os feridos e os presentes. O episódio serve como um alerta para a sociedade brasileira sobre os riscos imprevisíveis da natureza em meio a atividades cívicas, incentivando uma maior conscientização ambiental e de segurança. Brasília, com sua arquitetura icônica e seu papel como centro político, mais uma vez demonstrou como eventos cotidianos podem se entrelaçar com narrativas maiores, deixando lições duradouras para todos.